Adele

Adele estudava em uma escola cristã para meninas que ficava na mesma rua onde morava. A partir dos 13 anos, a escola preparava as moças para as atividades domésticas no turno inverso ao das aulas. O uso de uniforme era obrigatório, o cumprimento dos horários era rigoroso. Os cabelos sempre amarrados e a camisa sempre passada. Adele odiava a escola.

A mãe de Adele não trabalhava, pois eles tinham uma vida muito boa e seu pai fazia questão que sua mulher não precisasse trabalhar fora. Se sua mãe trabalhasse, isso poderia ser motivo de vergonha para o pai perante as famílias e amigos. Naquela época, mulher “bem casada” ficava cuidando da casa, dos filhos e do marido. Adele achava tudo muito ridículo, pois era filha única. Não tinha irmãos, não incomodava, não reclamava, não dava trabalho, não fazia bagunça. Estava resignada com sua vidinha mais ou menos. Quando ia para seu último ano na escola, seu pai faliu e a família ficou sem dinheiro. Para cortar despesas, os pai de Adele resolveram colocá-la em uma escola pública. Era o último ano na escola. Tinha 17 anos e nunca havia estudado com meninos.

No entanto, sua adaptação na escola nova foi muito boa, ao contrário do que temiam seus pais (e a própria Adele). Ela só havia estudado com meninas. O único homem com quem falava era seu pai e alguns parentes. E sem intimidades. Sempre achou que teria dificuldade em se adaptar a nova escola. As meninas não gostavam de Adele. Seu jeito despojado incomodava as alunas e as professoras. Apesar disso, tinha feito muitas amizades. Porém, apenas com os meninos. Eles a adoravam, pois Adele era engraçada, divertida e sem pudores. Falava sobre qualquer coisa com os meninos, perguntava e era muito curiosa. Vivia rodeada deles.

Como era o último ano da escola, haviam muitas festas e encontros de despedida. Qualquer coisa era motivo para festas. E Adele ia em todas. Sua mãe acreditava que assim ela poderia se casar logo depois da formatura, pois nessas festas ela conhecia muitos rapazes. Então deixava Adele ir. Em uma dessas festas, Adele ficou amiga de James, um rapaz quietão, cabelos caindo sobre os ombros, meio hippie, que fumava maconha e tocava violão. Começaram a conversar sobre a vida, astrologia, ecologia e qualquer outro assunto que viesse a mente. Ao conversar com James, Adele sentiu pela primeira vez uma conexão com alguém na vida. A partir dali, não largou mais James. Viraram melhores amigos, se tratavam como irmãos. Confidenciavam um ao outro seus maiores segredos, liam livros, ouviam músicas, assistiam filmes, passeavam.

James já tinha se formado na escola e estava estudando para o vestibular, mas conhecia boa parte da galera da escola, pois seus irmãos mais novos ainda estudavam lá. Os pais de Adele, no início, acreditavam que Adele e James eram um casal perfeito e torciam para que ele pedisse a mão da filha em casamento. Com a convivência, perceberam que não havia interesse entre eles e passaram a acreditar que James era gay. Assim, permitiram que Adele passasse mais tempo com o amigo, até mesmo que um dormisse na casa um do outro.

James era apaixonado por geografia. Contava para Adele as maravilhosas aulas que teve com um professor da escola. Adele não o conhecia, pois esse professor dava aula em turno inverso ao que Adele frequentava a escola, mas estava muito curiosa para assistir suas aulas, devido a quantidade de elogios que James tecia. Por um tempo, ela até achou que James pudesse estar apaixonado pelo professor. Depois percebeu que era bobagem e que tudo não passava de admiração mesmo.

– O professor mais interessante e enigmático que eu já tive! – disse James a Adele certa vez.

Uma manhã, a professora que lecionava geografia para a turma de Adele não apareceu. Era uma senhora idosa, mas bem conservada. Todos estranharam o atraso, até que a diretora adentrou à sala afirmando que a professora não viria. Dispensou os alunos sem dar mais explicações. Passados uns dias, descobriram que a professora havia fugido com um dos porteiros da escola. História de amor antiga. Com a saída repentina da professora da escola, a turma de Adele recebeu um novo professor: aquele que James tanto falava.

No início Adele não gostava muito do novo professor. Ele devia ter uns 35 anos, era sério e seco. Não dava abertura aos alunos, não brincava, não contava piadas, não sorria. Mas havia uma atmosfera que prendia a atenção de Adele. Ela não sabia se era de tanto James falar sobre ele ou outra coisa, mas ficava vidrada nas aulas.

Adele fazia sucesso com os meninos. Beijava a maioria dos que pediam para ficar com ela, mas nunca contava a ninguém. Aprendeu rapidamente que ser discreta era essencial para sua reputação. Ainda mais com uma mãe casamenteira. Dizia a eles que se contassem, nunca mais os beijava novamente. E eles obedeciam. Ela era linda, descolada, não ligava para os padrões sociais que pregavam virgindade e castidade até o casamento. Adele havia aprendido com James que a vida são experiências. E ela queria ter muitas. Além disso, Adele beijava muito bem. Adorava beijar. Com alguns meninos, até rolava mão nas coxas, mão nos seios, abraços apertados, beijos de tirar o fôlego. Um deles, certa vez, beijava tão bem que deixou Adele louca de tesão, que ela colocou a mão no pau duro dele e acariciou. Ele fez o mesmo na boceta dela. Mas não passou disso. Naquele momento, enquanto dava o amasso mais excitante de sua vida, ela só pensava no professor de geografia.

Há semanas estava o observando, como falava, como mexia nos cabelos, como gesticulava. Quando cruzava com ele no corredor, fazia questão de esbarrar no professor só para poder sentir seu perfume. Certa vez, ele lhe retribuiu com um sorriso. Adele estava louca por ele. Na sala de aula, enquanto ele lecionava, Adele o olhava fixamente, despia-o com o olhar, voraz, a ponto dele deixar cair os óculos no chão e se atrapalhar todo. Adele riu com o canto da boca. Quando ia entregar algum trabalho, tirar alguma dúvida, falava bem perto do rosto dele, deixava a mostra o colo dos seios. Insinuava-se sempre que conseguia.

Era quinta-feira. Chovia muito. Últimos períodos. Prova. Final do semestre. Depois disso, a escola entrava em recesso por quinze dias. O professor de geografia distribuía as provas e os alunos era dispensados conforme acabavam a prova. Adele não conseguia se concentrar na prova. Respondeu apenas duas das vinte questões. Como ela poderia ficar longe do seu professor por longos quinze dias? Adele estava com muito tesão. Seus seios estavam duros e empinados. Sua boca estaca seca. Sua boceta estava inflando. Estava molhada. Completamente molhada. Usava uma saia jeans e havia tirado a calcinha durante o intervalo. Esperou todos os alunos entregarem a prova e irem embora. Ainda restavam 40 minutos para o fim da aula e início das férias.

– Professor, acho que não fui muito bem. – disse Adele entregando a prova.

Escorou-se na mesa do professor e ficou ao lado dele. Empinada, colocou a prova na frente dele. O professor tirou os óculos e a olhou profundamente.

– O quer Adele? Você não respondeu nada da prova. Sei que é uma menina inteligente. – disse o professor em tom de reprovação.

Adele suavemente colocou a mão na coxa dele e começou a massagear. O professor tirou a mão dela e ficou imóvel. Ela podia perceber pela respiração que ele estava tenso. Uma tensão compartilhada por ambos. Uma tensão alta, frequente, que fez seus olhares se fixarem por um tempo que mais pareceu uma eternidade. Adele esperou até que o semblante dele mudasse e colocou a mão novamente na coxa, dessa vez subindo até a virilha. Ele não se moveu. Massageou por um tempo, até que o professor tirou novamente sua mão.

– Eu te quero! Agora! – disse Adele, mordendo o canto do lábio.

O professor levantou-se da mesa e percebeu que estavam sozinhos. Caminhou em direção a janela, que indicava a forte chuva que caía na rua. Estava um frio agradável. O corpo de Adele estava todo arrepiado. Ela se aproximou do professor e colocou a mão dele em seus seios. O professor fechou os olhos como sinal de reprovação, mas não tirou a mão dos seios. Eles eram quentes, empinados, macios, os bicos para fora. Adele flamejava de tesão enquanto ele acariciava seus seios. Colocou sua mão sobre o pau do professor. Subitamente, ele se levantou e fechou a porta. Trancou-a.

Quando se virou, Adele estava sentada sobre a mesa, com as pernas abertas. A saia curta deixava sua boceta virgem e molhada a mostra. Pingava de excitação. Ele correu para ela e a beijou intensamente. Adele puxou seus cabelos e sentiu a penetração. Não podia gritar, então lhe mordeu o ombro. O professor a penetrava com velocidade, forte e com vontade. Não se ouvia nada do lado de fora, apenas a chuva. Do lado de dentro, ouviam apenas o barulho do pau entrando na boceta molhada. Sentiu um pouco de dor no início, mas estava muito molhada e isso lhe deu prazer. Ele a agarrava com tesão, levantou a blusa e chupava seus peitos. Ela sentiu o pau dele inchar e gozar enquanto ele gemia e lambia seus mamilos. Ao sentir ele explodir de prazer, Adele gozou também.

O sinal tocou. Fim das aulas.

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